Política: uma atividade a serviço do indivíduo e não da sociedade"
Analisando tudo que vem acontecendo no cenário político nacional, não é difícil perceber que a atividade política está sendo praticada por uma maioria interessada em ganhos financeiros pessoais, não levando em conta as verdadeiras necessidades da sociedade em geral.
A estrutura da máquina política e suas benesses não contribuem para o desenvolvimento das comunidades e, a despeito do avanço do Brasil em alguns campos, vem minando de maneira lamentável a imagem do país e arrastando perigosamente o povo para a formatação de um quadro onde não haja necessidade da atuação da câmara e do senado federal.
O interesse de muitos pelo dinheiro, pelos vôos, postagens, motoristas, assessores, almoços, festas, exposições midiáticas egóicas e outros adereços mais, tornam a atividade um verdadeiro umbral terreno, gravitando em torno de suas sombras maléficas figuras que sugam cotidianamente os recursos públicos, enchendo botijas em instituições comparsas aqui e no exterior, contaminando o éter terrestre com a energia mais negativa que possa ser gerada, pois carrega junto com a pecha do roubo, a morte de crianças nas filas dos hospitais e nos municípios de baixa oferta de emprego e renda.
Diante de quadro tão surrealista e de difícil solução, pois eles mesmos legislam em causa própria, com o comando da pátria indicando membros para os altos poderes e, o povo, iludido e de baixo discernimento, trocando votos por favores pontuais, só me resta torcer e escrever sobre a necessidade de tornar a atividade política pouco atraente para os vampiros do capital federal.
Para mim, político era para receber apenas uma pequena contribuição. Seria como uma espécie de funcionário público de nível médio. Ganharia para seu sustento e da família, não tendo direito a postagens, motoristas, passagens aéreas, nada.
Quando algum militar, professor universitário ou barnabé é deslocado para outra cidade, ele só volta para seu lugar de origem nas férias e se tiver dinheiro disponível para isso. Uma vez eleito, o político iria para Brasília e lá ficaria por conta desse emprego, só indo a algum lugar se tivesse dinheiro suficiente.
Aqui da sala onde trabalho, com acesso a internet, televisão e rádio, andando a pé por ai e vendo o mundo do meu carro, ou dos ônibus e dos metrôs que utilizo quando viajo, tenho uma visão do mundo e saberia votar tranquilamente qualquer coisa se político fosse. Não é preciso viver ?visitando às bases? para formar opinião sobre nada. Todos os argumentos dos políticos são balelas para manter as mordomias do poder.
Os políticos gastam fortunas públicas enviando cartões de aniversário, livros de suas atuações, telegramas e, aposto, pouca gente lê ou aprova. Políticos viajam em banda de lata e não aprendem nada com isso. Vivem em congressos, representam o Brasil no mundo todo, visitam as bases e continuam roubando e legislando egóicamente.
O político deve ser o camarada que é idealista. Sacrifica até sua vida pessoal, seu conforto, para ajudar o conjunto da sociedade. O sonhador, o idealista não se incomoda em investir seu tempo em prol de um mundo melhor. Assim são milhares de almas boas neste planeta, trabalhando de graça pelos outros.
Político atualmente tem que ganhar hora extra no fim do ano, tem mais de 15 salários, funcionários que nem conhece, gráfica, correio, empresas aéreas, tudo a disposição. Qual a produção desse povo para o mundo?
Vamos tirar as vantagens do cargo. Acabar com esse lance de câmara e senado. Basta uma só casa, mandatos de três anos, salário de cinco mil com o cara pagando tudo, apenas uma sala, computador, TV e uns assessores. Coloque-o para pagar aluguel, andar de ônibus, táxi, metrô, a pé, conversar com o povo real e não o povo lobista, tenho certeza que tudo mudaria.
A reforma política é urgente e esse povo que faz carreira com o dinheiro público, deveria ser expulso do cenário social nacional, deixando espaço para que o povo do bem possa trabalhar feliz, a favor de um Brasil mais humano e solidário.
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