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Paiva Netto
| arivaldoo@gmail.com
| 31/07/2009


Apertando o cerco ao H1N1

O vírus Influenza A (H1N1) que preocupa as autoridades mundiais não deve ser ignorado por ninguém. Atentemos ao que sobre ele têm falado os órgãos competentes que trabalham por impedir sua disseminação. O alto desenvolvimento científico e tecnológico alcançado pela humanidade é imprescindível nessa batalha. Entretanto, por força também do progresso, viajantes circulam pelo planeta com maior facilidade e constância, o que os deixa mais vulneráveis à transmissão de doenças.

O Rio Grande do Sul registrou a primeira vítima fatal no Brasil — um gaúcho de 29 anos, que faleceu na manhã de 28/6 de insuficiência respiratória.

Diante da crescente onda de contágio, o ministro da Saúde, dr. José Gomes Temporão, vem aconselhando não se deslocar para áreas de risco. Argentina, Chile, Canadá, Estados Unidos e México são destinos a serem evitados.

Segundo ele, trata-se apenas de uma recomendação. Como ainda não há, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), restrições de viagens aos referidos locais, o governo não pode limitar o ir-e-vir simplesmente. Outro fator importante é o cuidado redobrado que mulheres grávidas, pacientes soropositivos, com câncer e/ou baixa imunidade, crianças menores de 2 anos e idosos com 60 anos ou mais devem ter. No momento, a preocupação é com a chegada das férias de julho, já que aumenta a quantidade das viagens. As recomendações da Vigilância Sanitária continuam valendo e o monitoramento em todo o país prosseguirá.

Enfrentando o vírus H1N1
Em entrevista ao programa “Viver é Melhor”, na Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o infectologista, professor e pesquisador da Universidade Cidade de São Paulo (Unicic) Alexandre Piva falou-nos sobre o vírus H1N1. Quando indagado sobre qual a correta denominação para esse vírus que, a partir do México, tem causado grande alarme em todo o mundo, a ponto de a OMS decretar o grau 6 de pandemia, pontuou: “Achei um tanto quanto precipitado o nome gripe suína, porque ela seria importante no começo da sua epidemiologia, dos primeiros casos que vieram de pessoas que tinham proximidade com porcos. A preocupação, agora, não é mais com os suínos, porque já há contágio de pessoa para pessoa, fazendo com que esse vírus tenha uma característica pandêmica. Seu nome correto é H1N1”.

Diante do grau elevado de patogenicidade do vírus, o Dr. Alexandre comentou que estava mais preocupado no começo da epidemia. Porém, esclareceu que não se pode baixar a guarda: “Tem de se continuar com todas as medidas de vigilância, nos aeroportos, nos portos. Mas estou menos pessimista do que antes, porque o índice de mortalidade, nos primeiros casos, era muito alto. Então, diante do número de pessoas acometidas pelo vírus, existia um alto índice de mortalidade, variando entre 6% e 8%. E hoje é registrado um índice de mortalidade igual ao da gripe sazonal, aquela de todos os anos”.

Sobre a necessidade de uma vacina para controle dessa pandemia, o infectologista informou que as autoridades estão se mexendo: “Acredito que se deva ter uma vacina em seis a oito meses. Por que demora um pouquinho? Porque você tem de conhecer todo o material genético do vírus para poder produzir uma vacina. Agora, com relação a tratamento, temos remédios eficazes, que estão centralizados com o Ministério da Saúde. E acho muito bom que seja assim, senão cada pessoa vai começar a tomar remédio desnecessariamente e daqui a pouco vamos obter um vírus resistente a esse remédio”.

Na oportunidade, apresentou à população algumas formas efetivas de enfrentamento no combate ao vírus: “O que tem evidência científica, que realmente funciona, seria evitar aglomerações. Uma providência extremamente eficiente é lavar as mãos com frequência. Outra coisa que também é efetiva, mas não sei se a gente vai conseguir modificar, pois é uma cultura, é o cumprimento com abraços e beijos; numa eventualidade dessas, é melhor evitar o contato físico”.

Eis aí. Com os devidos cuidados somados à colaboração de sociedade e governo, poderemos conter ou, pelo menos, reduzir o alcance desse vírus.



| Paiva Netto, Escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, e Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI Inter), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da International Federation of Journalists (FIJ), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).

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